
UM HOMEM EM FUGA.
Jonas um homem a quem Deus chamou,
Chamou Jonas, mas ele não se importou,
Foge de Deus, foge sem parar,
Na sua fuga caminha pro mar,
Dentro do barco Jonas entrou,
No baixo porão se reclinou,
Jonas dormia, sem querer saber,
A grande tempestade que estava a fazer,
Grande vendaval e o mar revoltado,
Jonas dormia, dormia sossegado,
Sortes lançaram em Jonas caiu,
Jonas explica que de Deus fugiu,
A Jonas ergueram, no mar o lançaram,
Logo as ondas da mar se aquietaram,
Um peixe gigante a Jonas tragou,
No fundo do mar Jonas orou,
Ele se arrepende e se humilhou,
Deus fala ao peixe, na terra o lançou,
Vai a Nínive, “fala a pregação”,
Se não há arrependimento, há destruição,
Nínive ouviu, o povo se arrependeu.
Á sombra da aboboreira Jonas se assentou,
Descansado à sombra sua alma alegrou,
Um bicho com fome a aboboreira comeu,
Jonas se entristece, quase morreu,
Então Deus lhe mostra o que aconteceu,
Que a aboboreira não tinha valor,
O que importava a Deus, era o pecador.
Deus poupa a Nínive no seu grande Amor.
Por: António Jesus Batalha.
É D’ELE.
Tudo o que tenho,
Deus me emprestou,
Nada é meu,
É para meu uso,
Vou ter que devolver,
O que Ele me deu,
Tudo é d’Ele,
Tudo o que tenho,
Tudo o que sou.
Por: António Jesus Batalha.

O CAMINHO.
O Caminho, que caminho,
Não o caminho sozinho,
Jesus está no caminho,
Jesus é O caminho,
Por onde eu caminho,
Enquanto estiver no caminho,
Não lutarei sozinho.
Jesus está a meu lado,
Para mim sempre virado,
Ele me fala baixinho,
Enquanto estiver no caminho,
Há espaço no caminho,
Para ti meu amigo.
Ouve bem o que eu te digo,
Jesus Cristo está pronto,
Para caminhar contigo,
Poderás então ter a certeza,
De não estares sozinho,
Pois Jesus te dá firmeza,
Se estiveres no caminho.
Por: António Jesus Batalha.
FILHO PRÓDIGO.
Um homem que amava
a seus filhos de igual maneira,
Tinha casa e fazendas,
Muitas riquezas e madeira.
Tudo o que tinha era deles,
Não fazia distinção,
Veio porém, um mau dia,
Em que o mais novo dizia,
Dá-me a minha parte,
Quero a divisão.
O pobre pai emudeceu,
E com o coração ferido,
A fazenda dividiu.
Toma! Aqui está o que é teu,
Juntou tudo, e partiu.
Numa terra distante,
Vivendo dissolutamente,
Gastou tudo cegamente,
Até sem nada ficar.
A sua vida abastada,
Longe de ser controlada,
Leva-o agora a mendigar.
Chegou-se a um cidadão,
Pois queria trabalhar;
Porcos lhe mandam guardar,
Pois nada mais sabe fazer,
E para sua fome matar,
Bolotas tem de comer.
Comendo bolotas, pensa então,
Mas pensa como outro homem,
Os trabalhadores de meu pai,
Têm abundância de pão,
E eu aqui morro de fome.
Arrependido e humilhado,
Quer voltar para seu pai,
Pensa em pedir perdão,
Quer voltar a ter pão,
Nem que seja como criado.
Perdoa-me pai querido,
Porque muito eu errei,
Eu estou arrependido,
Por te ter ofendido,
Para tua casa voltei.
Levanta os olhos e viu,
Viu seu filho perdido,
Movido de compaixão,
Corre para o abraçar,
Porque há muito que não o via,
Pediu anel para sua mão,
E sapatos para calçar,
Matou o bezerro cevado,
Era tempo de alegria.
Por: António Jesus Batalha.

ESTAVA PERDIDO.
O que fui antigamente,
Não o quero ser agora,
Jesus Cristo Docemente,
Transformou-me suavemente,
Começou de dentro para fora.
As palavras que eu preferia,
Eram torpes e sem valor,
Estava cego, pois não via,
Que aquilo nada valia,
Estava vazio sem amor.
Perdido na noite, sem marco, sem norte,
Eu, cego, na estrada aqui, do egoísmo,
E quanto mais trevas, mais medo da morte,
E quanto mais medo, mais perto do abismo.
Um certo dia ouvi cantar,
Hinos de louvor e adoração,
O espírito me levou a pensar,
Que eu estava a precisar,
Encontrar a salvação.
Esse momento chegou,
De me render a Jesus,
No meu coração Ele tocou,
Aos poucos me transformou,
Mostrando-me a Sua luz.
Oh alegria, que me procuraste,
Não posso endurecer meu coração,
Só tenho de aceitar a Tua salvação,
E sinto que não é vã a Tua promessa,
De as lágrimas cessarem no porvir.
Oh, Cristo piedoso! Tu viste a cegueira,
Enchendo a minh’alma d’imenso terror,
Estava a meus pés, do inferno fogueira,
E Tu me gritas-te:—Sou Teu Salvador!
Oh Amor, que me fazes caminhar,
Deponho em ti minh’alma sucumbida,
Tudo te devo, te entrego minha vida,
E lá, nas profundezas do Teu mar,
Fala-a mais rica e cheia de Ti.
Por : António Jesus Batalha.
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