03/08/2010

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Meus Poemas-24.



Meus Poemas-24.
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A VIDA.

A florzinha que sempre vivia,
Em tão grande alegria,
E comunhão com todo o ser,
Passam dias, meses e anos,
Suas raízes sofrem danos,
De sua beleza já não ter,

Depois de linda flor,
Sai dela todo o esplendor,
Pela determinação,
Tristes e sem poder,
Para fazer a flor viver,
Temos de entregá-la ao chão.

Chegando esse dia,
Que é Deus quem sentia,
A extinção de todo o ser,
A florzinha vai secando,
Seu caule vai murchando,
Lentamente até morrer.
Por: António Jesus Batalha.

DA LAMA.

Da lama e pó fui tomado,
Nas Suas Mãos esta massa fria,
O Oleiro moldou num só dia,
O saber e querer me há dado,
Bruto barro em Suas Mãos moldado.

Vida emprestada dias formosos,
Passando o tempo a beleza perece,
Em peito rasgado amor fortalece,
Sabendo que haverá mais puros gozos.

Deus me conserve sempre a esperança,
No meu peito rasgado a boa lembrança,
Que Deus é Senhor de tudo erguido.

Nesta vida arda fogo intenso,
Como rio que corre pró mar imenso,
Do meu Rei e Senhor, jamais esquecido.
Por: António Jesus Batalha.

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MOSTRA SENHOR.

Mostra-me Senhor, em que deserto,
Em que sítio de minha vida encerra,
Enquanto me dás vida na terra,
Como o céu pode ficar mais perto.

Perante a vida ando em descoberto,
Mesmo quando o inimigo faz guerra,
Tua Vida dento de mim vitória encerra,
Me ilumina para ver o que está certo.

Mas só, não posso me defender,
Se por ti, não for acompanhado,
Sozinho decerto me irei perde.

A certeza de estares ao meu lado ,
Isto jamais me vou esquecer,
Ante Tua face sou lembrado.
Por: António Jesus Batalha.

IMPRUDÊNCIA.

Alerta devemos estar,
Em toda a nossa vida,
Na azafama da nossa lida,
Ou na noite a descansar.

Com luz a iluminar,
Os corações a arder,
Dentro de nós o conhecer,
Quando Ele por nós chamar.

Que não seja o muito lazer,
A desculpa improvisada,
Quando soar a chamada,
Provisão devemos ter.

Lição para aprender,
Que de fora ficam a bater,
Os imprudentes esquecidos.

Quando a porta se fechar,
De dentro se ouve o falar,
Não sois de mim conhecidos.
Por: António Jesus Batalha.

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TERRA.

Terra, terra, terra,
Terra que não ouves,
Impassiva não entendes,
As vozes dos que clamam,
Porém um dia virá,
Teus ouvidos serão abertos,
Como um rolo te enrolarás,
O teu dia acabará.
Não mais serás então,
Vestirás outras vestes,
Que jamais conheceste.
A Paz que rejeitaste,
Virá em grande glória,
Mas tu não a conhecerás,
Porque eras, e jamais serás.
Por: António Jesus Batalha.



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